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A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que anualmente 250 milhões de pessoas são contagiadas por Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A população infectada desenvolve, frequentemente, sequelas permanentes, tais como infertilidade, malformações fetais, infecções neonatais entre outras. As ISTs são um grave problema de saúde pública, nem sempre devidamente valorizado.
A sifílis é uma das IST’s mais frequentes. Transmitida através de contactos sexuais vaginais, orais ou anais com indivíduos infectados sintomáticos ou assintomáticos, caracteriza-se pelo aparecimento de uma úlcera indolor localizada na área de contacto sexual, três semanas após o contágio. A “ferida” inicial cicatriza de forma espontânea após algumas semanas. No entanto, a infecção continua a progredir podendo, algum tempo depois, causar outros sintomas como febre, mal-estar, rouquidão, perda de cabelo, inflamações na garganta e manchas na pele, quase sem comichão, particularmente na palma das mãos e dos pés. Posteriormente, não sendo tratada, a sífilis pode atingir os órgãos internos podendo levar à morte.
Outra das IST’s com maior número de infectados é o Herpes Genital. Caracteriza-se pelo aparecimento, na zona genital, de manchas vermelhas com prurido a que se seguem vesículas (pequenas borbulhas com líquido) ou bolhas dolorosas com ulceração ao final de alguns dias. As úlceras formam crosta e curam espontaneamente ao fim de algumas semanas. Estes episódios são recorrentes e a sua frequência depende do tratamento da doença que, não sendo definitivo, diminui o risco de contágio e a frequência dos episódios.
Outro grupo de IST’s onde se incluem a gonorreia (popularmente conhecida por “esquentamento”) e a Clamídia, têm como principais sintomas um corrimento ou pus e ardor ao urinar. Este corrimento pode ter vários aspectos desde amarelo esverdeado a branco ou leitoso e pode ser pouco abundante. Particularmente nas mulheres, as infecções por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis podem ser assintomáticas podendo, mesmo assim provocar infertilidade, gravidez ectópica e dores pélvicas. No homem a consequência da infecção pode ser a esterilidade. O tratamento destas doenças, quando precoce, é simples e eficaz.
A utilização de preservativo (masculino ou feminino) reduz significativamente o risco de contágio destas infecções. A abstenção de relações sexuais com uma pessoa infectada é, no entanto, o único meio 100% eficaz de evitar contrair IST’s.
A alteração de comportamentos de risco, o incremento da utilização dos preservativos, o tratamento, em tempo útil, de doentes sintomáticos e a monitorização de infecções assintomáticas bem como o rastreio de parceiros sexuais de doentes infectados são passos fundamentais no combate a este grave problema de saúde pública. |