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A infestação por piolhos (ou pediculose) é um fenómeno universal e de rápida disseminação em aglomerados populacionais como escolas ou lares. A transmissão ocorre por contacto directo cabeça a cabeça, ou pelo contacto com roupas contaminadas.
Na pedidulose capitis, ou do couro cabeludo, para que haja um diagnóstico adequado, é necessário analisar todo o couro cabeludo, tendo em especial atenção às zonas por detrás das orelhas e a nuca. A principal manifestação clínica é o prurido (comichão) nos locais afectados, juntamente com vermelhidão e pequenas pápulas nos locais das picadas ou crostas secundárias ao coçar e a infecção da pele.
O diagnóstico de pediculose faz-se pela visualização do parasita vivo e/ou das lêndeas (ovos colados ao cabelo). A distância das lêndeas à raiz do cabelo evidencia a duração da infestação.
A infestação por Pthirus pubis, ou piolho púbico, inicia-se habitualmente na região púbica sendo possível visualizar o piolho, maior e mais achatado, de cor acinzentada junto à “raiz” dos pêlos. Ocorre habitualmente por transmissão sexual, mas além da região púbica, o parasita pode ser encontrado em qualquer local com pêlo, especialmente nas pernas, tronco, barba e pestanas.
Tratamento
A chave para um tratamento eficaz é o tratamento do doente infectado e de todos os seus contactos. Além disso, está recomendada a lavagem a altas temperaturas (a mais de 60ºC) da roupa do doente e da roupa de cama e de banho.
São várias as opções farmacológicas de tratamento disponíveis na farmácia. A remoção mecânica dos piolhos e das lêndeas deve ser realizada em simultâneo com este. Para isso, pode-se utilizar um pente especial de dentes finos nos cabelos húmidos, de forma bissemanal durante duas semanas.
Tem-se verificado nos últimos anos, um aumento das resistências aos tratamentos de uso tópico. Nesses casos a terapia rotacional e a combinação com medidas mecânicas são a melhor forma de lidar com este problema.
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