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A exposição ao Sol e a outras fontes de radiação ultravioleta, como os solários, aceleram drasticamente e modificam o envelhecimento natural da pele.
As manifestações do fotoenvelhecimento (envelhecimento provocado pelo Sol) ocorrem tanto nas áreas normalmente expostas ao Sol (face, pescoço, decote e dorso das mãos) mas, nos indivíduos, que se expõem exageradamente na praia ou nos solários toda a pele sofre os efeitos.
As alterações ocorrem nas diversas camadas da pele. A epiderme, a camada mais superficial da pele, fica mais fina, com menos capacidade de regeneração, seca e baça e os melanócitos, responsáveis pela cor da pele, distribuem-se irregularmente. A ligação à derme fica mais frágil e na derme, a pele perde parte do seu tecido de suporte e das suas fibras elásticas, os vasos sanguíneos dilatam-se anormalmente e rompem mais facilmente e há tendência à acumulação de uma material elastótico amorfo que dá uma tonalidade amarelada à pele.
As alterações da cor da pele são das mais frequentes: os lêntigos actínicos (“sardas persistentes”) são pequenas manchas de milímetros a 1-2 cm de cor castanha regular que se distribuem pela face e dorso das mãos e, nos indivíduos expostos ao Sol em tronco nu, nos ombros e dorso; ao inverso, nas pernas e antebraços tendem a aparecer, muitas vezes desde a 3ª 4ª década, manchas redondas de 2-5 mm muito brancas e que nunca pigmentam – é a chamada hipomelanose em gotas.
Além, destas alterações surgem as rídulas e as rugas, mais superficiais ou mais profundas, por vezes separadas por pápulas (altos) amareladas dando um aspecto irregular à pele. É típico nos indivíduos cronicamente expostos ao Sol terem, nas maçãs do rosto e na face posterior do pescoço rugas profundas que parecem desenhar triângulos e rombóides e entre elas acumula-se um material amarelado e formam-se pequenos quistos e “pontos negros” – é a chamada “cutis romboidalis” da nuca.
Num padrão de envelhecimento particular, em vez de rugas profundas e acumulação deste material amarelado, o chamado padrão de envelhecimento vascular, por baixo da pele fina vêm-se à transparência os vasos sanguíneos muito dilatados, dando uma cor vermelha à face e faces laterais do pescoço que se interrompe sob o queixo (protegido do Sol). Com a exposição solar ou o calor esta pele tende a ficar muito vermelha e desconfortável.
Além destas alterações potenciadas pelo Sol, ao envelhecer a pele tende a perder a sua elasticidade, a tornar-se flácida e redundante em algumas áreas e a acumular alterações vasculares como os angiomas rubi (pequenas borbulhas de cor de vinho no tronco que começam com uma ponta de alfinete e podem chegar a pouco milímetros), os lagos venosos do lábio (bolha azulada cheia de sangue no lábio e que se pode esvaziar á pressão) ou a púrpura “senil” habitual nos antebraços (hemorragias da pele ao menor toque que formam manchas de cor de vinho que demoram a reabsorver e deixam a pele mais escura ou podem formar bolhas de sangue, romper e formar feridas). Surgem também com frequência tumores benignos com as queratoses ou verrugas seborreicas, habitualmente no tronco, lesões de várias tonalidades desde o amarelo acastanhado ao negro, lesões de pequenas dimensões até vários centímetros e que têm uma superfície alta e rugosa, podendo por vezes destacar-se com traumatismo ou no banho.
A maioria destas alterações, algumas que se podem confundir com lesões malignas, são facilmente reconhecidas pelo Dermatologista que tem à sua disposição diferentes técnicas para as tratar ou melhorar o seu aspecto estético. Além de tratamentos médicos pode recorrer a diferentes outras técnicas como LASERs, peelings, filers, toxina botulinica ou cirurgia.
Mas importa sobretudo prevenir, pelo menos as lesões que são induzidas pela radiação ultravioleta. Lembramos que além da evicção da exposição ao Sol e solários, há cuidados de fotoprotecção que podem ser benéficos, além do uso de fotoprotectores. |